Ao
longo de nossas edições, vários autores, entre colunistas e
colaboradores, têm analisado a natureza das crises do capitalismo, com
ênfase especial para a que ocorre no atual momento.
Assim
sendo, julgamos de grande valia para uma melhor compreensão do que hoje
ocorre a organização desse pequeno, mas combativo, dossiê específico.
Esperamos que seja de grande utilidade para os movimentos sociais, pesquisadores, professores e estudantes.
Boa leitura.
Os editores
Eli Magalhães
Revista número 1, volume 17
Desde
o início do ano os trabalhadores e a juventude árabes sacodem o mundo
com seu levante contra diversos governos da região, que resultaram na
queda de alguns. Tendo vivido cerca de trinta anos sob várias ditaduras,
situação casada com um recrudescimento das condições de vida causada
pela crise econômica mundial, tinham um objetivo claro: a luta pela
democracia política. Acreditaram piamente que a mudança do regime
político ao qual foram submetidos significaria mudanças profundas para
seu futuro.
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Eli Magalhães
Revista número 1, volume 26
Alguns
fatos recentes referentes ao continente europeu e ao desenvolvimento da
crise econômica que o abate atualmente servem de portas para reflexões
importantes acerca do regime democrático atual. Falamos aqui,
particularmente, dos rumos políticos da Grécia e da Itália, onde os
líderes governamentais (respectivamente Papandreou e Berlusconi)
escolhidos nas últimas eleições foram substituídos devido aos planos
internacionais da chamada “Troika” (Comissão Europeia, Banco Central
Europeu e Fundo Monetário Internacional).
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Joelton Nascimento
Revista número 1, volume 10
Muitos
já falam em “fim da crise”, ou em “crise de 2008-2009”, como se
estivéssemos apenas sentindo os tremores que sucedem os grandes
terremotos e que, portanto, de um modo geral, “o pior já passou”. O
equívoco principal destes observadores é medir a saúde da economia
produtora de mercadorias apenas pelos índices superficiais das bolsas de
valores.
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Thiago Arcanjo Calheiros de Melo
Revista número 1, volume 24
Assistimos
nesses últimos dias, primeiramente, à desconfiança que tomou conta dos
mercados em razão do anúncio feito pelo primeiro-ministro da Grécia:
tratava-se de uma proposta de referendo popular a respeito do novo
pacote de “ajuda” ao país, o que provocou uma onda de “pessimismo e
mal-humor” dos mercados. Porém, tal proposta de “ouvir o povo” foi logo
retirada e, não surpreendentemente, tomado foi o mercado por otimismo,
acarretando alta de algumas das principais bolsas mundiais.
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Thiago Calheiros
Revista número 1, volume 41
O
objetivo deste texto é traçar alguns eixos fundamentais do contexto
histórico em que se insere a democracia brasileira. Para tal e nos
limites próprios de um texto como este, optamos por percorrer,
primeiramente, o caminho de discorrer sobre algumas das características
essenciais do capitalismo, vez que, por vezes, o debate se perde em
muitas direções e se esquece de colocar os elementos fundantes de
qualquer sociabilidade capitalista. Tal forma de abordar o assunto
justifica-se ainda mais num contexto de crise mundial (para muitos,
aberta desde 2008), ocasião essa que exige de todos aqueles que lutam
por uma sociedade emancipada do jugo da exploração uma clareza na
análise ainda mais aprofundada. Feita essa introdução geral, passa-se a
tecer comentários sobre o caráter autoritário da própria democracia
brasileira.
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Tiago Freitas
Revista número 1, volume 11
No
dia 4 de dezembro de 1994, o sociólogo e então deputado federal pelo
PT, Florestan Fernandes, em entrevista ao programa Roda-Viva,
alertou-nos: “os países avançados estão produzindo sua própria
periferia. É uma periferia interna”.
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Thiago Lion
Revista número 1, volume 11
Decidi
escrever este texto tendo em mente que há muita confusão em torno do
tema, tanto por parte das pessoas que consideram o capitalismo algo
“bom” como as que o consideram algo “ruim”. Também por sua relevância, é
de onde deveria partir toda discussão social, política e econômica,
como a própria discussão sobre o direito, o que não vejo acontecer.
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Thiago Lion
Revista número 1, volume 15
A
crise financeira internacional continua seu caminho firme rumo à
catástrofe, confundindo os “especialistas econômicos”. As novidades das
últimas semanas incluem o contágio da Itália, que subitamente se
descobriu afogada em um poço de dívidas equivalente a mais de 120% de
seu PIB e os Estados Unidos, que de uma hora para outra se tornou o foco
das atenções pela possibilidade real de dar calote se republicanos e
democratas não conseguirem chegar a um acordo sobre o aumento do limite
da dívida americana, que lá seria estabelecido por lei que deve ser
aprovada até 02 de agosto.
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Pablo Biondi
Revista número 1, volume 13
Nossa
intenção com o presente artigo é utilizar o conceito de David Harvey de
acumulação por espoliação (e suas implicações) para demonstrar que o
Estado capitalista está profundamente comprometido com a dinâmica de
reprodução de capital, não apenas como um guardião externo da ordem na
produção e circulação de mercadorias, mas também como um agente
econômico diretamente envolvido em tal processo.
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